Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz —
Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.
Grécia, Roma, Cristandade,
Europa — os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55.
Sobre a forma do poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O poema constitui-se de métrica irregular e todos os versos são octossílabos.
II. Observa-se o uso de anáfora e de paralelismos sintáticos nas três primeiras estrofes.
III. Há regularidade nas rimas de cada estrofe: o primeiro, o terceiro e o quarto versos rimam entre si; e o segundo verso rima com o quinto.
IV. Há no verso "Ter por vida a sepultura" tanto uma metonímia quanto uma antítese.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas I e II são corretas.
Somente as afirmativas I e IV são corretas.
Somente as afirmativas III e IV são corretas.
Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
Somente as afirmativas III, II e IV são corretas.
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