EBMSP 2016/1

  Um dos maiores problemas das cidades
grandes é a solidão. Quanto maior a cidade, maior
o isolamento das pessoas de todas as idades,
principalmente as idosas, cujos filhos ou parentes
5 partiram em busca de suas próprias vidas. Os filhos
casam, os parceiros viajam antes do tempo normal,
ocorrem divórcios e separações pelo desgaste dos
relacionamentos, e assim por diante. Percebendo ou
não, sofrendo ou não, um dia a gente se surpreende
10 morando só.

  Todos conhecem as vantagens e desvantagens
da solidão. A liberdade, o direito de escolher o
livro, o programa de televisão, o filme, o que fazer
nas horas vagas, sem o inconveniente de outras
15 pessoas exercendo também o mesmo direito, num
mesmo ambiente, atrapalhando nosso desfrute.
As desvantagens são incontáveis, talvez em maior
número. Não ter com quem dividir os sentimentos é
o mais premente.

  Uma colega de trabalho me relatou que o maior
sonho de sua vida seria alugar alguns filmes e
passar uns três dias em casa. Marido e filha não
permitem. Fiz a experiência, ou melhor, tentei.
Uma coisa é ver um filme no cinema, em casa não
25 tem graça. E quando tentei a solidão experimental,
permanecendo um fim de semana em casa, foi
também a pior experiência. Caiu de vez a tese que
tentava defender que a gente pode viver bem, sem
depender de ninguém. Na verdade, a solidão é boa
30 em algumas circunstâncias, ruim em outras. Num
determinado momento pode ser conveniente, mas
já me convenci de que não deve ser adotada como
estilo de vida.
TINÉ, Flávio. Solidão experimental. Disponível em: . Acesso em: 25 ago. 2015. Adaptado.

Considerando-se os elementos que garantem a progressão textual, é correto afirmar:

a

O conectivo presente em “Quanto maior a cidade” (L. 2) introduz uma ideia de comparação, que será concluída no fragmento “maior o isolamento das pessoas de todas as idades.” (L. 2-3).

b

O pronome relativo “cujos”, em “cujos filhos” (L. 4), retoma a expressão “pessoas de todas as idades” (L. 3), estabelecendo uma ideia de posse.

c

A expressão “ou melhor” (L. 23) dá progressão temática ao texto, indicando uma justificativa do que foi declarado anteriormente.

d

O elemento coesivo “que”, nas duas ocorrências, em “que tentava defender que a gente pode viver bem” (L. 27-28), é um termo que apresenta diferentes funções, na medida em que o primeiro retoma o substantivo “tese” (L. 27), e o segundo introduz um complemento verbal, permitindo concluir que as classes gramaticais a que um e outro pertencem são distintas.

e

A conjunção “mas” (L. 31) introduz uma informação contrária, rejeitando a afirmação anterior sobre a importância da solidão no cotidiano das pessoas que vivem na cidade grande.

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Resposta
D
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