TEXTO:
No instigante caminho para compreender-se em
suas especificidades, cada época realiza uma reflexão
sobre o que a antecedeu, mas também sobre as marcas
do que lhe é contemporâneo. Não tem sido diferente no
5 momento, quando algumas especificidades deste início
de século, na falta de palavra melhor, têm sido reunidas
sob a denominação de pós-modernidade. Como costuma
acontecer com o que é novo, o termo e suas possíveis
conceituações revestem-se de polêmica.
10 De um lado, há os que defendem que a
modernidade ainda não estaria esgotada e que, dessa
maneira, não haveria espaço para um após. No outro
extremo, há os que buscam demonstrar que a
experiência histórico-social e sensível nas décadas finais
15 do século XX é, fundamentalmente, diferente daquelas
vivenciadas pelos que assistiram ao nascer do século.
A separar os dois momentos, algumas décadas
tumultuadas e duas guerras europeias, em que a maior
vítima foi o conceito burguês, humanista e sofisticado,
20 de civilização. As guerras ainda significaram um
grande avanço da indústria, a partir dos anos 1950,
apta a colocar muitos novos produtos no mercado.
Seguiram-se outras novidades, como as introduzidas
pela tecnologia da comunicação e da informação, num
25 contexto que encaminhou um novo momento do
capitalismo, agora na sua versão globalizada.
Liberadas do paradigma civilizatório consagrado
pela modernidade, as décadas de 60 e 70 do século
XX sentiram-se aptas a outros questionamentos, em
30 especial no que se refere às estruturas políticas e sociais
vigentes. Do debate e das tensões, surge um outro
conceito de família, fruto de um novo papel para a
mulher — amparado pela pílula anticoncepcional, mas
não só — e um novo espaço para a criança e para o
35 jovem. No mesmo contexto, outros excêntricos —
designação pós-moderna para aqueles que não ocupam
posições hegemônicas nas estruturas sociais ou
econômicas — buscam espaço de manifestação e
pleiteiam visibilidade para suas diferenças sexuais,
40 sociais, culturais e étnicas.
GASTAL, Susana. Tessituras finais. Alegorias urbanas: o passado como subterfúgio. São Paulo: Papirus, 2006. p. 209-210. (Coleção Turismo).
Constitui um termo que, no contexto da frase, funciona como elemento modificador de um substantivo o transcrito em
“que a modernidade ainda não estaria esgotada” (l. 10-11).
“algumas décadas tumultuadas e duas guerras europeias” (l. 17-18).
“em que a maior vítima foi o conceito burguês, humanista e sofisticado, de civilização” (l. 18-20).
“um grande avanço da indústria” (l. 20-21).
“um outro conceito de família” (l. 31-32).
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