Texto 2 para as questões 36 e 37.
Com licença poética
Adélia Prado
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra
homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Disponível em https://wp.ufpel.edu.br/
Sobre o poema, assinale a alternativa INCORRETA:
É de autoria feminina e traz um eu-lírico também feminino.
Termina de maneira pessimista.
Não encara a dor como amargura.
O uso de linguagem subjetiva, a fragmentação da forma e o uso de figuras de linguagem são recursos utilizados no poema.
A mulher é posta como flexível e pronta para se adaptar e reinventar.
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