Sobre o fenômeno e a coisa em si, Kant afirma que:
O conceito de um númeno, isto é, de uma coisa que não deve ser pensada como objeto dos sentidos, mas como coisa em si (exclusivamente por um entendimento puro) [...] é necessário para não alargar a intuição sensível até às coisas em si e para limitar, portanto, a validade objetiva do conhecimento sensível (pois as coisas restantes, que a intuição sensível não atinge, se chamam por isso mesmo númenos, para indicar que os conhecimentos sensíveis não podem estender o seu domínio sobre tudo o que o pensamento pensa). Mas, em definitivo, não é possível compreender a possibilidade de tais númenos e o que se estende para além da esfera dos fenômenos é (para nós) vazio.
Kant. I. Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001.p.296.
Sobre o fenômeno e a coisa em si, assinale a alternativa correta.
A coisa em si (númeno) constitui-se em um objeto do pensamento na medida em que pode ter suas características espaço-temporais abstraídas.
A coisa em si (númeno) denomina o conjunto de coisas abstratas cuja existência podemos conhecer pelo entendimento puro.
A coisa em si (númeno) constitui-se como objeto das ciências na medida em que não possui características acidentais.
A coisa em si (númeno) não é objeto da nossa intuição sensível, porém pode ser pensada sem contradição por um entendimento puro.
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