Anos 1980: o uso de tecnologia começa a se intensificar, e os computadores tornam-se mais pessoais. Plataformas mais amigáveis de trabalho, como o icônico Windows da então quase desconhecida Microsoft, iniciam seu domínio. Enquanto isso, nas maternidades, um choro diferente ecoa: começa a vir ao mundo a primeira leva de bebês da geração Y.
Os Y, ou Millennials, são as pessoas nascidas do começo da década de 1980 até o final dos anos 1990. Indivíduos que têm, hoje, portanto, entre 19 e 35 anos. É a geração do tablet, do smartphone e das redes sociais. São pessoas mais flexíveis às diferenças, com uma visão mais global e menos local, além de mais questionadoras. Indivíduos Y em geral são menos pacientes, altamente dinâmicos e sedentos pela velocidade nas ações.
Pois bem, essa turma representa, hoje, um grande mercado. São consumidores menos preconceituosos e mais abertos a novidades e à quebra de paradigmas, um alvo perfeito para a segmentação proativa. E um mercado tem mostrado de forma clara como tirar partido dessa oportunidade: o emergente mercado de vinho em lata, voltado justamente para os consumidores jovens, da tribo Y.
A novidade, por enquanto, desembarcou nos mercados dos Estados Unidos e da Austrália há alguns anos, mas os números já mostram sua força. Dados da Nielsen evidenciam que em 2015 as receitas do vinho em lata chegaram perto de US$ 15 milhões nos Estados Unidos, um crescimento vertiginoso de 125% em relação ao ano anterior.
Um dos slogans criados para esse mercado diz: “Não temos tempo para a tradição”. Uma vinícola da Califórnia, em clara afronta ao mundo tradicional do vinho, comunica em suas latinhas: “Vinho é para beber, não para apreciar”. E arremata afirmando que as “notas” do vinho estão “mais para o rock do que para a música clássica”, uma clara contraposição ao glamour do vinho e a sua “dificuldade”, características um tanto desconfortáveis para as novas gerações. É uma lógica de confronto com os valores pétreos do vinho. No entanto, se as receitas crescem, qual o problema?
Note que essa nova oferta, que pode soar uma heresia aos aficionados por vinho, se adequa de forma notável ao estilo de vida cool dos Millennials. Afinal, ninguém compra latas de vinho para envelhecer na adega. Ao contrário, elas são perfeitas para carregar na bolsa térmica e serem abertas a qualquer hora, sem precisar do incômodo saca-rolhas. É o típico vinho para um piquenique. Prático, sem frescuras e, melhor de tudo, delicioso.
O futuro promete, pois os Millennials representam a faixa etária que mais consome vinho nos Estados Unidos e que cada vez mais é seduzida pelo vinho envolto em alumínio. Afinal, as latinhas são politicamente corretas e amigáveis: práticas, leves, sustentáveis e, ainda por cima, econômicas.
(Fonte: Empresas Proativas 4.0 — adaptado.)
Sobre a organização semântica da língua, com seus homônimos e parônimos, analisar os itens abaixo, relacionados ao texto:
I. Em “Note que essa nova oferta, que pode soar uma heresia aos aficionados por vinho [...]”, o verbo sublinhado, cujo significado é “produzir som”, não deve ser confundido com “suar”, que significa transpirar. “Soar” e “suar” são parônimos.
II. No trecho “[...] começa a vir ao mundo a primeira leva de bebês da geração Y”, a palavra sublinhada tem como significado “grupo”. Esse termo apresenta, na Língua Portuguesa, uma forma homônima, com idêntica pronúncia e grafia, mas com significado diferente.
III. Em “[...] o emergente mercado de vinho em lata”, o termo sublinhado é da mesma família da palavra “emergir” (vir à tona), a qual apresenta a forma homônima “imergir” (afundar).
IV. Nos slogans “Vinho é para beber, não para apreciar” e “mais para o rock do que para a música clássica”, os termos sublinhados funcionam como homônimos, já que, apesar da identidade gráfica e sonora, têm significados diferentes, pertencendo, também, a classes gramaticais distintas.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II, III e IV.