Quando pensei que estava tudo cumprido,
havia outra surpresa: mais uma curva
do rio, mais riso,
mais pranto.
Quando calculei que tudo estava pago,
anunciaram-se novas dívidas e juros,
o amor e o desafio.
Quando achei que estava serena,
Os caminhos se espalmaram
Como dedos de espanto
em cortinas aflitas. E eu espio,
ainda que o olhar seja grande
e a fresta pequena.
LUFT, 2014, p.93
Dos trechos a seguir, retirados da obra “O tempo é um rio que corre”, de Lya Luft, assinale aquele em que há uma perspectiva sobre a velhice semelhante à do poema acima transcrito:
“(...) a velhice é uma sentença da qual se deve fugir a qualquer custo — até mesmo nos mutilando ou escondendo, feito mulheres cujo rosto parece uma máscara de cera, onde se movem apenas pálpebras e olhos (...)”
“Com a chegada do envelhecimento, essa é uma das possibilidades: — Então o que tenho de enfrentar é isso? É inevitável? Faz parte da vida? Vamos em frente, se possível sem dar vexame.”
“Tanto se fala na juventude perdida. Sinto muito, nós não a perdemos: ela passou, como passam a infância, a juventude, a maturidade — e tudo foi como deve ser”.
“Todas as naturais transformações vêm acompanhadas de novas qualidades que antes não tínhamos. Na velhice, a capacidade de amar melhor, por exemplo: filhos, criados, amizades consolidadas, velhos casamentos sendo uma parceria tranquila e tempo disponível são grandes privilégios”.
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