Paciente com 64 anos de idade, do sexo feminino, sofreu um acidente vascular encefálico (AVE) há 6 meses. Atualmente, apresenta sequelas motoras no hemicorpo esquerdo, sem alterações na fala ou na cognição. Na avaliação de tônus, a partir da Escala de Ashworth, constatou-se espasticidade grau 2 em músculos flexores de membro superior e em músculos extensores de membro inferior esquerdo. Consegue permanecer em pé somente com apoio e não realiza marcha. Recebe atendimento fisioterapêutico ambulatorial há 5 meses, e iniciou atendimento em fisioterapia aquática. Considerando o caso apresentado e as disposições gerais para o planejamento de tratamentos que utilizem os recursos terapêuticos aquáticos, tem-se:
para a paciente, será mais fácil realizar exercícios em águas rasas do que em águas mais profundas, pois o suporte da flutuação diminui à medida que uma porção maior do corpo está imersa.
a água aquecida, em conjunto com as forças de empuxo, favorecerá na diminuição da espasticidade, uma vez que no empuxo há forças no sentido contrário à gravidade facilitando a flutuação.
devido às dificuldades de locomoção apresentadas pela paciente, exercícios na água são contra indicados, sendo a cinesioterapia a técnica mais adequada a esse caso.
quanto menor a temperatura da água, melhor será o atendimento da paciente, devido aos efeitos da baixa temperatura sobre a espasticidade verificada na avaliação.
a fixação e restrição da mobilidade das extremidades distais do hemicorpo esquerdo facilitarão a realização de movimentos daqueles segmentos do corpo.