O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram,
porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado por
muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal e governo,
bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto
proporcionalmente se estimam os títulos entre os fidalgos do
Reino (...)
Os escravos são as mãos e os pés do senhor de
engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer,
conservar nem aumentar fazenda, nem ter engenho corrente.
(ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas)
O trabalho escravo durante o período colonial, mencionado pelo jesuíta André João Antonil, foi essencial não apenas aos senhores de engenho como também aos donos de minas. No período da mineração, os escravos
controlavam o contrabando de ouro e diamantes, prática estimulada pelos portugueses proprietários da maioria das lavras, que pretendiam burlar a fiscalização empreendida com rigor pela elite local.
foram organizados em irmandades religiosas cujo objetivo era a catequese e a punição eficaz a qualquer prática herdada das religiões africanas ou forma de sincretismo cultural.
passaram a ser menos explorados, tratados de forma mais humana e não raramente remunerados, uma vez que dependia deles o sucesso da exploração dos minérios.
participaram de diversas rebeliões contra a Coroa que eram influenciadas pelos ideais iluministas, caso da Inconfidência Mineira, cuja maioria dos integrantes era negra e mulata.
alcançaram densidade populacional surpreendente na região de Minas Gerais, uma vez que os investimentos e as riquezas ali obtidas estimularam o aumento desse tipo de mão de obra e a intensificação do tráfico.
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