“O Mississipi é um rio de peito largo, é um infinito e escuro irmão do Paraná, do Uruguai, do Amazonas e do Orenoco. É um rio de águas mulatas, mais de quatrocentos milhões de toneladas de lama insultam anualmente o Golfo do México, descarregada por ele. Tantos resíduos veneráveis e antigos construíram um delta, onde gigantescos ciprestes dos pântanos crescem dos despojos de um continente em perpétua dissolução...”
(Jorge Luis BORGES. El atroz redentor Lazarus Morell. In: . Buenos Aires: Emecê, 1989. p. 21, tradução nossa) Historia Universal de la infamia
Agora observe a imagem de satélite:
Sobre as desembocaduras dos rios pode ser dito que
assim como o delta do rio Mississipi, todas as desembocaduras dos rios em oceanos têm esse tipo de configuração observada na imagem.
o fato de elas terem sido formadas por lama trazida pelos rios, faz dessas áreas, do ponto de vista biológico, áreas estéreis.
aquelas em forma de delta constituem-se em configurações nas quais a presença humana praticamente inexiste.
naquelas com a forma de delta, como a da imagem, o rio se mistura com o mar através de vários canais, tomando uma forma mais ou menos triangular.
aquelas que são marcadas por sedimentação, transformam-se em áreas de risco ecológico, em função da poluição, ingrediente constante do material sedimentar.
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