«Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento; limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando.» (MACHADO DE ASSIS. Obras completas em quatro volumes, volume 2. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015, p. 435)
Em relação às descrenças de Camilo, há uma opinião do narrador em:
«…diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando.»
«Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo (...)»
«E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade.»
«No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião.»
«Também ele, em criança, e ainda depois foi supersticioso.»
Conteúdo Exclusivo
Cadastre-se para ver dicas, estratégias e análise completa desta questão
Criar conta grátis →Fizemos o trabalho difícil para você não ter que fazer
Estudantes como você estão acelerando suas aprovações usando nossa plataforma de AI + aprendizado ativo