Leia o texto para responder a QUESTÃO.
Brasil
Que faço com a minha cara de índia?
E meus cabelos
E minhas rugas
E minha história
E meus segredos?
Que faço com a minha cara de índia?
E meus espíritos
E minha força
E meu tupã
E meus círculos?
Que faço com a minha cara de índia?
E meu Toré
E meu sagrado
E meus “cabocos”
E minha Terra?
Que faço com a minha cara de índia?
E meu sangue
E minha consciência
E minha luta
E nossos filhos?
Brasil, o que faço com a minha cara de índia?
Não sou violência
Ou estupro
Eu sou história
Eu sou cunhã
Barriga brasileira
Ventre sagrado
Povo brasileiro
Ventre que gerou
O povo brasileiro
Hoje está só...
A barriga da mãe fecunda
E os cânticos que outrora cantavam
Hoje são gritos de guerra
Contra o massacre imundo.
Fonte: POTIGUARA, Eliane. Metade Cara, Metade Máscara. Rio de Janeiro, Grumin Edições, 2018.Site oficial: www.elianepotiguara.org.br
É INCORRETO afirmar que o poema “Brasil”, de Eliane Potiguara:
Contrapõe o indígena ao restante da população brasileira, comparando as semelhanças entre indígenas e não indígenas.
Trata da ancestralidade indígena brasileira e dos enfrentamentos históricos dos seus atuais descendentes.
Apresenta a identidade indígena e a história de um povo historicamente explorado e excluído pela sociedade brasileira.
Questiona o que o indígena pode fazer diante de sua cultura, história, valores e características em um país que não o inclui como parte de sua própria constituição de povo.
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