Leia o poema Igreja, de Carlos Drummond de Andrade.
Igreja
Tijolo
areia
andaime
água
tijolo.
O canto dos homens trabalhando trabalhando
mais perto do céu
cada vez mais perto
mais
– a torre.
E nos domingos a litania dos perdões, o murmúrio das invocações.
O padre que fala do inferno
sem nunca ter ido lá.
Pernas de seda ajoelham mostrando geolhos.
Um sino canta a saudade de qualquer coisa sabida e já esquecida.
A manhã pintou-se de azul.
No adro ficou o ateu,
no alto fica Deus.
Domingo . . .
Bem bão! Bem bão!
Os serafins, no meio, entoam quirieleisão.
(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Igreja. Disponível em: . Acesso em: 31 mar. 2017.)
Em relação a esse poema, assinale a alternativa CORRETA.
A primeira estrofe traz apenas elementos materiais, sem referências espirituais, expondo a parte física do templo religioso.
O destaque dado aos elementos religiosos na segunda estrofe expressa uma adoração incondicional ao divino por parte do eu lírico.
A disposição dos elementos nominais da primeira estrofe, colocados um sobre o outro, sugere a construção do templo, tal qual uma torre.
A “coisa sabida e já esquecida”, que é cantada por um sino, diz respeito aos mortos, que são anunciados nas igrejas do interior pelo badalar dos sinos.
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