Leia o poema de Adélia Prado.
Exausto
Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes
PRADO, A. Bagagem. Rio de Janeiro: Imago, 1976
O eu lírico do poema “Exausto”, de Adélia Prado, manifesta a necessidade de um descanso profundo. Em relação à interpretação do texto, é possível afirmar que
no poema, o eu lírico alude ao desejo de outro aparecimento existencial, proveniente de um descanso | profundo e necessário.
a necessidade da morte apresenta-se como a resolução para a exaustão descrita na construção do poema.
o eu lírico menciona o desejo de ser, apenas, uma potência da existência, uma promessa, na tentativa de recolher-se, apequenando-se.
ao mencionar o desejo de voltar ao início de tudo, o eu lírico metaforiza o ciclo vital do homem.
a autora constrói versos que condizem com a possibilidade de um recomeço, a ideia de um retorno à infância.
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