Leia o poema “Cárcere das almas”, do poeta Cruz e Sousa (1861-1898), a fim de responder a questão.
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!
CRUZ E SOUZA, João da. “Cárcere das almas”. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ bn000078.pdf. Acesso em: 21 fev. 2021.
O Simbolismo foi um movimento literário do final do século XIX que propunha o cultivo de valores até então esquecidos. No Brasil, dentre os principais escritores desse movimento, destaca-se o poeta Cruz e Sousa.
Assinale a alternativa em que todos os elementos apontam para características simbolistas presentes no soneto do escritor:
rejeição à matéria; desejo de transcendência; atitude eufórica diante da vida; emprego de recursos sonoros.
apego à matéria; desejo de transcendência; valorização do universo do sonho; exploração de sensações.
apego à matéria; atitude eufórica diante da vida; conformismo diante da existência; desejo de transcendência.
rejeição à matéria; desejo de transcendência; valorização do universo do sonho; emprego de recursos sonoros.
exploração de sensações; conformismo diante da existência; valorização do universo do sonho; religiosidade.
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