Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos, para responder à questão.
Tristes sucessos, casos lastimosos,
Desgraças nunca vistas, nem faladas,
São, ó Bahia! vésperas choradas
De outros que estão por vir mais estranhosos:
Sentimo-nos confusos, e teimosos,
Pois não damos remédios às já passadas,
Nem prevemos tampouco as esperadas,
Como que estamos delas desejosos.
Levou-vos o dinheiro a má fortuna,
Ficamos sem tostão, real nem branca,
Macutas, correão, novelos, molhos:
Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna,
E é que, quem o dinheiro nos arranca,
Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos.
Em relação à última estrofe do poema de Gregório de Matos, é CORRETO afirmar que:
O trecho relata a debilidade física dos moradores, causada pela má administração da cidade.
A estrofe faz referência direta e objetiva aos castigos sofridos pelo poeta, por se opor aos governantes da época.
A referência a mãos, língua e olhos arrancados metaforiza o sofrimento causado pelo desejo amoroso não realizado.
Os versos se referem à opressão aos habitantes da cidade, impedidos de se manifestar mesmo tendo sua riqueza roubada.
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