Leia o excerto para responder à questão.
Antes de sua publicação em 1572, o poema Os Lusíadas de Luís de Camões foi submetido à leitura e à censura de Frei Bartolomeu Ferreira, membro da Santa Inquisição em Portugal.
Vi por mandado da Santa e Geral Inquisição esses dez Cantos dos Lusíadas de Luís de Camões, dos valorosos feitos em armas que os Portugueses fizeram em Ásia, e Europa, e não achei neles coisa alguma escandalosa, nem contrária à fé e aos bons costumes [...]. O autor para encarecer a dificuldade da navegação e entrada dos portugueses na Índia usa de uma ficção dos Deuses dos Gentios. [...] Todavia, como isso é Poesia e fingimento, o autor como poeta não pretende mais que ornar o efeito Poético, não tivemos por inconveniente ver esta fábula dos Deuses na obra, conhecendo-a por tal, e ficando sempre salva a verdade de nossa Santa fé, que todos os deuses dos Gentios são Demônios.
(Luís de Camões. Os Lusíadas, 1572. Adaptado.)
As observações do censor e o conteúdo do poema expõem
o atraso histórico do reino português no continente europeu e a irrelevância das descobertas ultramarinas para a economia europeia.
a expansão dos limites geográficos da sociedade portuguesa e o projeto de universalização de princípios religiosos predominantes na Europa.
a natureza exclusivamente política das navegações portuguesas e a associação dos Estados europeus no esforço expansionista.
o compromisso histórico de Portugal com a preservação da liberdade dos povos conquistados e a extinção da escravidão nas nações europeias.
a instalação de um regime democrático em Portugal e a divisão igualitária das colônias asiáticas entre as monarquias europeias.
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