Leia este poema retirado da obra ‘Meu livro de cordel’, de Cora Coralina.
TEXTO II - ‘Das pedras’
Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Fonte: Coralina, Cora. Meu livro de cordel – 1ª Edição. Goiânia, GO – P.D. Araújo – Livraria e Ed. Cultura – 1976
Em relação a esse poema é correto afirmar que:
Cora Coralina homenageia menestréis medievais que, para ela, são “irmãos rudes”, daí expressar-se utilizando das pedras.
A poetisa, ao preocupar-se com a forma, repetiu elementos, como o artigo indefinido “um(a)”, o que comprometeu a mensagem.
Ao declarar seu amor à vida, apesar das adversidades, a poetisa escreve com simplicidade e prioriza a mensagem aos invés da forma.
A principal atração do gênero poético ‘cordel’ é a linguagem elaborada e o estilo rebuscado, por isso, a poetisa o escolheu para elaborar sua obra.
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