Entre as características da Lógica Clássica, está o pensamento pautado na Lógica Binária, que ressalta a necessidade de caracterizar os resultados de uma pesquisa como verdadeiros ou falsos. Essa lógica, aplicada a problemas do mundo real, sobretudo em pesquisas das áreas sociais e de saúde, não contempla situações em que o conhecimento disponível não é absolutamente verdadeiro nem absolutamente falso, quando ocorrem situações incertas, desconhecidas, indeterminadas, etc. Uma das possibilidades para se estender a Lógica Clássica e permitir o tratamento desse tipo de situação foi proposta a partir da década de 1950 pela Lógica Fuzzy.
Enquanto na Lógica Binária o resultado de uma situação é expresso pelo número 0 (zero) se ele é falso, e pelo número 1 (um) se ele é verdadeiro, na Lógica Fuzzy trabalha-se com o conceito de “verdade parcial”, na transição de uma situação completamente falsa, à qual é atribuído o valor 0.0, para outra completamente verdadeira, à qual se atribui o valor 1.0, sendo os valores intermediários entre 0 e 1 indicadores da proximidade de pertinência da situação de estudo entre os extremos.
Em uma pesquisa, a partir das definições trabalhadas anteriormente, foi necessário separar, entre os sujeitos, aqueles altos e de meia-idade. Pelas indicações e dados disponibilizados, foi construído o quadro seguinte:
Pela Lógica Binária, a pessoa somente será selecionada se atender simultaneamente a 100% das especificações de altura e idade; já pela Lógica Fuzzy, a seleção ocorrerá se a pessoa atender pelo menos a 90% de uma das especificações. Assim, o número de indivíduos selecionados pela Lógica Binária e Fuzzy será, respectivamente:
3 e 1.
1 e 6.
1 e 5.
1 e 1.