“Embora a queima de combustíveis fósseis já fosse reconhecida como poluente no Reino Unido, foi apenas em 1909 e 1925, quando ocorreram dois episódios graves de poluição do ar com aumento da mortalidade (1.603 mortos) em Glasgow, na Escócia, que se observaram os efeitos da fumaça (smokefog: “smog”) para a saúde. A poluição do ar em Londres, conhecida desde os tempos medievais, havia se agravado intensamente com o desenvolvimento industrial do país. No dia 5 de dezembro de 1952, Londres amanheceu coberta por um grande nevoeiro (big smoke e fog) – níveis de concentração de material particulado 5 a 19 vezes acima dos níveis regulatórios atuais – com consequências catastróficas. O episódio permaneceu durante quatro dias, ocasionando, pelo menos, 4.000 mortes. De dezembro de 1952 a fevereiro de 1953, as taxas de mortalidade foram de 50 a 300% superiores ao ano anterior, alcançando o número estimado de 12 mil óbitos”.
Adaptado de: <http://www.saudeesustentabilidade.org.br/ downloads/Publica%C3%A7%C3%A3o_WEB_emissao_de_ poluente.pdf>. Acesso em: 27 out. 2017.
Os fatos ocorridos em Londres e apresentados no texto permitem inferir que o problema ambiental mencionado foi decorrente
da utilização massiva do petróleo nas indústrias siderúrgicas, que elevaram os níveis de cloro e ozônio na atmosfera.
da inversão térmica, condição pela qual o ar próximo da superfície da Terra torna-se mais frio que acima, isto é, o inverso do normal, a temperatura aumenta com altitude por uma curta distância, evitando a dispersão de poluentes.
da chuva ácida. O excesso de poluentes promoveu o aumento da acidez na chuva devido à concentração de óxidos de ferro e de sódio na atmosfera.
da utilização de árvores para atender as necessidades humanas, representando aumento significativo da quantidade de gás carbônico na atmosfera.
da forte presença de atividades pecuárias no entorno de Londres, o que levou a um aumento significativo de gás metano na atmosfera.