Brincar, segundo o dicionário Aurélio (2003), é "divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar", também pode ser "entreter-se com jogos infantis". O ato de brincar possibilita o processo de aprendizagem da criança, pois facilita a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade, estabelecendo, desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem. Nesse sentido, pode-se dizer que, através do brincar, a criança pode:
comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas recíprocas que se estabelecem durante toda sua vida. Também pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, e, ainda, desenvolver áreas da personalidade como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.
ter uma maneira de expressão e de apropriação do mundo das relações, das atividades e dos papéis dos adultos. E, essa capacidade para imaginar, fazer planos, apropriar-se de novos conhecimentos vai interferir, negativamente, na expressão de seus sentimentos, conhecimentos, significados e atitudes.
transformar e produzir novos significados. Nas situações em que a criança é estimulada, é possível observar que ela mantém a relação de subordinação ao objeto, não acrescentando um novo significado, o que expressa seu caráter inativo, impedindo seu próprio desenvolvimento.
participar de brincadeiras e jogos que vão surgindo gradativamente desde os mais funcionais até os de regras. Estes são elementos elaborados que proporcionarão experiências, impossibilitando a conquista e a formação da sua identidade.
aprender a desrespeitar regras, a diminuir o seu relacionamento social e a desrespeitar a si mesma e ao outro. Por meio da ludicidade, a criança começa a expressar-se com maior dificuldade e a discordar de opiniões, exercendo sua liderança autoritária.