Leia o texto que segue, de modo a responder às questões (7), (8) e (9).
UM FUTURO ELETRIZANTE
Os carros elétricos avançam no mercado internacional de automóveis e novas tecnologias como a do hidrogênio verde prometem acelerar ainda mais a expansão dos combustíveis livres de carbono
O carro preferido de Clara Ford, esposa de Henry Ford, não era nenhum dos produzidos pelo marido. Durante a década de 30, o modelo que ela dirigia pelas ruas era um Detroit Electric, fabricado em 1915 pela Anderson Electric Car Company. Assim como Clara, várias outras mulheres faziam a mesma opção, uma vez que a publicidade da empresa na época ressaltava que o modelo era perfeito para o público feminino, por ser extremamente fácil de dirigir. Se no passado o apelo dos carros elétricos resvalava no machismo, nos dias de hoje os argumentos são bem mais universais. É a preocupação com o futuro do planeta e com a redução da emissão de carbono que embala as vendas das dezenas de modelos atuais.
Um bom exemplo de como esse apelo tem funcionado foi demonstrado na mais recente edição do Internationale AutomobilAusstellung (IAA), o Salão do Automóvel de Munique (que antes era realizado em Frankfurt). Toda a mostra foi dedicada aos carros elétricos, em um reflexo de como a indústria automobilística tem se esforçado para se adequar aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Não por acaso, Volvo, Ford e Mercedes já anunciaram que pretendem deixar de vender carros movidos a gasolina e diesel a partir de 2030. A GM estipulou 2035 como prazo, enquanto a Volkswagen pretende fazer com que os elétricos representem 70% de suas vendas na Europa e 50% nos Estados Unidos e na China nos próximos anos. No Brasil, a transição para os carros totalmente elétricos ainda engatinha. Os motivos são os preços proibitivos dos automóveis – o mais barato, o minúsculo e JS1, da chinesa Jac Motors, custa 150 000 reais – e a rede de pontos de abastecimento é restrita.
Atualmente, há dois tipos de carro totalmente elétricos em circulação nas ruas das cidades (os híbridos, mais comuns no Brasil, são uma categoria à parte). O primeiro – e mais comum – é o movido a bateria recarregável em tomadas especiais. São assim os carros produzidos pela americana Tesla [...] O outro tipo é o que se vale das chamadas células de combustível, cuja energia é gerada a partir de hidrogênio injetado por bombas especiais. Esse tipo de tecnologia é comum principalmente no Japão e na Coreia do Sul. [...] (Veja, 27/10/21)
Avalie as proposições abaixo, com relação ao uso de determinados recursos linguísticos no texto e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso:
( ) A partir do uso do AINDA, na frase “[...] e novas tecnologias como a do hidrogênio verde prometem acelerar ainda mais a expansão dos combustíveis livres de carbono” identifica-se uma informação pressuposta – a de que o uso de combustíveis livres de carbono é intenso e acelerado.
( ) Uma das justificativas apresentadas para a dificuldade, no Brasil, quanto à transição para os carros totalmente elétricos é a de que a rede de pontos de abastecimento é ainda restrita. Logo, há uma informação implícita, a de que esses pontos poderão se expandir, ainda atenuando essa dificuldade.
( ) A informação entre parênteses no período que inicia o 3º parágrafo do texto representa uma ressalva sobre o uso de carros híbridos. Significa dizer que, no Brasil, não se usam carros elétricos, não só aqueles que se valem das chamadas células de combustível, mas também aqueles pertencentes à primeira categoria, recarregáveis em tomadas especiais.
A sequência CORRETA é:
F, V, V.
V, F, F.
F, F, V.
V, V, F.
V, V, V.
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