Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 09.
A indústria e um Brasil eficiente
O Brasil é um país que tem crescido pouco e de forma errática. À evolução da renda per capita deixa isso claro. Segundo dados do Banco Mundial, de 1980 a 2019 o crescimento acumulado da renda per capita na América Latina foi de 74%; nos EUA, de 95%; nos países do Sudeste Asiático, de 342%; e no Brasil, de apenas 34%. Realmente, não temos o que comemorar nesse cenário.
De outro lado, observamos aqui o mais intenso processo de desindustrialização do planeta. De acordo com o Banco Mundial, a participação da indústria de transformação no PIB caiu de 21,83% para 10,33% no Brasil, no período de 1991 a 2019.
Apesar de uma pequena melhora recente, os rankings de competitividade internacional têm classificado o nosso país numa posição nada confortável. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, faz um levantamento do nosso potencial competitivo comparado ao de 17 países cuja indústria compete mais diretamente com a nossa. No levantamento de dezembro de 2022, ganhamos uma posição, passando do penúltimo para o antepenúltimo lugar. O nosso pior desempenho está nos quesitos financiamento, tributação, ambiente macroeconômico, ambiente de negócios, infraestrutura e logística e mão de obra. É o conhecido custo Brasil, uma bola de chumbo amarrada nos pés da indústria.
Pesquisa feita pela CNI com empresários sobre mudanças necessárias nas políticas públicas para melhorar a competitividade da indústria apontou, pela ordem: redução de impostos, simplificação de tributos e controle de gastos públicos. Ocorre que a redução de impostos só é viável se caírem esses gastos. Portanto, o terceiro ponto citado precede o primeiro. Trata-se de resgatar o papel do poder público, que é de servir a sociedade, e não dela servir-se.
No momento em que se discutem no País novas regras para buscar o equilíbrio das contas públicas — condição para que a economia possa voltar a crescer de forma mais consistente, para que se aumente o PIB potencial —, devemos olhar as boas experiências de outros países. E elas não deixam dúvidas de que aqueles que buscaram o equilíbrio fiscal e a retomada do crescimento pela redução do gasto público e pelo aumento da eficiência desse gasto foram muito mais bem-sucedidos do que os que tentaram o caminho mais fácil do aumento dos dispêndios e da arrecadação. Os primeiros tiveram trajetórias mais modestas, no início, mas consistentes e aceleradas depois. Os segundos têm escrito histórias de voos de galinha.
(Carlos Rodolfo Schneider. Disponível em: <estadao.com.br>. Acesso em: 15.06.2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho destacado está substituído pelo trecho entre parênteses, observando-se a norma-padrão de emprego e colocação de pronomes.
Houve pouca melhora na posição de nosso país nos rankings de competitividade, que têm classificado o nosso país numa posição nada confortável. (tem classificado-o)
Quando se trata de competitividade da indústria, pesquisas apontam o que deve ser feito, no âmbito das políticas públicas, para não prejudicar a competitividade. (lhe prejudicar)
O papel do poder público é servir a sociedade, e não dela servir-se; assim, é necessário prover ações que resgatem o papel do poder público. (resgatem-no)
Quanto ao processo de desindustrialização, demandam-se ações que sempre façam o processo de desindustrialização ocorrer com menos intensidade. (façam ele ocorrer)
É importante buscar o equilíbrio fiscal, e muitos países buscaram o equilíbrio fiscal com sucesso, agindo para aumentar a eficiência do gasto público. (buscaram-no)
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