A partir do controle do tempo, a Igreja definia ações e comportamentos. Nos períodos como a Quaresma era imposta a ‘trégua de Deus’ que instituiu uma submissão ao tempo religioso.
(Flávio de Campos e Regina Claro. A Escrita da História)
A “trégua de Deus”:
tinha por finalidade defender os direitos temporais das igrejas e da avidez dos poderosos, que atacavam os domínios eclesiásticos nos séculos X e XI;
interditava a guerra, mesmo contra os muçulmanos, em períodos considerados de penitência e orações;
proibia aos nobres qualquer tipo de luta contra cristãos, sob a ameaça de excomunhão, buscando submeter a ação guerreira da nobreza ao clero;
era um decreto carolíngio que impunha o controle do reino dos francos ao calendário bélico, tendo em vista a impossibilidade de a Igreja preservar a paz;
foi decretada na Idade Média para instituir a paz entre cristãos e judeus, na Península Ibérica, canalizando sua belicosidade para a Guerra da Reconquista contra os muçulmanos.
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