A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae. A doença acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos (localizados na face, pescoço, terço médio do braço e abaixo do cotovelo e dos joelhos), e também pode afetar os olhos e órgãos internos. Sua evolução ocorre geralmente de forma lenta e progressiva, podendo levar a incapacidades físicas. Nesse contexto, sobre a atuação do fisioterapeuta no cuidado da pessoa diagnosticada com hanseníase, é correto afirmar que:
É imprescindível avaliar a integridade da função neural no momento do diagnóstico, na ocorrência de estados reacionais e na alta por cura após o término da poliquimioterapia.
O exame neurológico compreende a inspeção, palpação/percussão, avaliação funcional, excluindo a sensibilidade e força muscular. A partir dele, podemos classificar o grau de incapacidade física. O exame deve ser feito na sequência crânio-podal.
Os principais troncos nervosos periféricos acometidos na hanseníase na face são o trigêmeo e o troclear, e podem causar alterações na face, nos olhos e no nariz.
Os principais troncos nervosos periféricos acometidos na hanseníase nos membros superiores são o radial, o fibular e o mediano, e podem causar alterações nos braços e nas mãos. Já nos membros inferiores, são o ulnar e o tibial, e podem causar alterações nas pernas e nos pés.
Para a realização do teste de sensibilidade, recomenda-se a utilização do conjunto de monofilamentos de Semmes-Weinstein (10 monofilamentos: 0,05 g; 0,2 g; 2 g; 4 g; 10 g e 200 g) nos pontos de avaliação de sensibilidade em mãos e pés.
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