A despeito da historiografia tradicional sobre a Revolução Industrial negligenciar as dimensões do fracasso das primeiras experiências fabris, ainda assim podemos afirmar que a resistência do trabalhador ante os avanços do sistema de fábrica foi decisiva durante esse período. Afinal, nem todos os homens se renderam diante das forças irresistíveis do novo mundo fabril, e a experiência do movimento dos quebradores de máquina demonstra uma inequívoca capacidade dos trabalhadores para desencadear uma luta aberta contra o sistema de fábrica.
(Edgar Salvadori de Decca. O nascimento das fábricas, 1987. Adaptado.)
Entre as motivações do movimento operário citado no texto, encontrava-se
a reivindicação de direitos políticos e de uma jornada de trabalho de 8 horas.
a exigência de autonomia para os sindicatos e de um salário mínimo.
a pretensão ao direito de greve e à extinção do trabalho infantil.
a luta contra o desemprego e a exploração dos trabalhadores
a demanda pela organização de cooperativas e pelo fim do voto censitário.