A ausência da enzima lactase causa uma intolerância alimentar que nada mais é que a redução da capacidade de hidrolisar a lactose. A lactose que não é hidrolisada se acumula no colón onde é fermentada pela flora intestinal. Essa fermentação leva à formação de gases como o metano (CH4), hidrogênio (H2) e dióxido de carbono (CO2), que são os responsáveis por flatulências, dores abdominais e distensão. Há também a produção dos ácidos acético, propiônico e butiírico que irão acidificar o pH do meio.
Fonte: MATHIÚS, L. A.; MONTANHOLI, C. H. DOS S.; OLIVEIRA, L. C. N. DE.; BERNARDES, D. N. DE A.; PIRES, A.; HERNANDEZ, F. M. DE O. Aspectos atuais da intolerância à lactose. Revista Odontológica de Araçatuba, v.37, n.1, p. 46-52, Janeiro/Abril, 2016. Acesso em: 19 Ago. 2018.
Levando em conta as informações acima, é correto afirmar que
na intolerância à lactose, a concentração molar do íon H1+ (aq) no intestino diminui, diminuindo o pH, em função dos ácidos orgânicos formados.
a reação de hidrólise da lactose, açúcar presente no leite, produz dois outros carboidratos com a ajuda da enzima lactase, que atua como um catalisador biológico.
os gases formados quando a lactose não é metabolizada não são os responsáveis pela flatulência, um dos sintomas da intolerância à lactose, porque as forças intermoleculares entre eles são fracas.
o metano (CH4), o hidrogênio (H2) e o dióxido de carbono (CO2) são exemplos de substâncias inorgânicas.
quanto maior a concentração molar de lactose, sem a presença da lactase, menor será a concentração de ácidos orgânicos produzidos.