A miscigenação que largamente se praticou aqui corrigiu a distância social que de outro modo se teria conservado enorme entre a casa-grande e a mata tropical; entre a casa-grande e a senzala. O que a monocultura latifundiária e escravocrata realizou no sentido de aristocratização, extremando a sociedade brasileira em senhores e escravos, com uma rala e insignificante lambujem de gente livre sanduichada entre os extremos antagônicos, foi em grande parte contrariado pelos efeitos sociais da miscigenação.
FREYRE, G. Casa-grande & senzala. Rio de Janeiro: Record, 1999.
A temática discutida é muito presente na obra de Gilberto Freyre, e a explicação para essa recorrência está no empenho do autor em
defender os aspectos positivos da mistura racial.
buscar as causas históricas do atraso social.
destacar a violência étnica da exploração colonial.
valorizar a dinâmica inata da democracia política.
descrever as debilidades fundamentais da colonização portuguesa.
Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.
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